stay healthy, drink water, I love you

Oi! Já faz um tempinho, né? Fiquei com saudades de vocês, tanta que decidi refazer esse blog todo da cabeça aos pés. Não vou entrar em detalhes disso agora, até porque é só olhar na página inicial que você vai entender meus motivos para ter feito isso.

Hoje, eu quero aproveitar o fato de não ter postado absolutamente nada esse ano para atualizar vocês, meus fieis fãs, sobre o estado atual da minha existência. Esse foi um ano de muito aprendizado. Foi um ano que superei diversas expectativas – tanto que os outros colocaram em mim, quanto as que eu coloquei em mim mesma – e sou eternamente grata por isso. Cheguei em uma fase da minha vida onde eu estou genuinamente orgulhosa de ser quem eu sou e ver quem eu me tornei com o passar do tempo, e acredito que nada melhor do quer ler os meus primeiros posts nesse blog para comprovar isso. Esse lugar (e por consequência o The Safehouse) é praticamente uma roda do tempo para mim – ver como eu era uma máquina de insegurança e tristeza em 2018 só mostra o quão longe eu cheguei em 2022, e exemplifica o quão longe eu sou capaz de chegar no futuro. Isso me deixa muito animada para os próximos anos e isso me impressiona até hoje, porque se me perguntassem à 3 anos se eu esperava alguma coisa de mim no futuro, eu provavelmente diria que não, mas agora eu sou capaz de ver o meu próprio potencial. Aliás, relendo meu último post (can’t you see) eu percebi que concluí todas as minhas metas para 2021. Parabéns para mim!

Óbvio que eu ainda tenho meus momentos de fraqueza, tristeza, insegurança – eu sou humana, ok? Não dá para ignorar o meu instinto de ficar triste por muito tempo! Mas hoje eu sou capaz de lidar muito melhor com meus sentimentos, e segue abaixo mais uma desventura de amor que tive esse ano para comprovar isso.

Dia 31 de dezembro de 2020. A prima da Billie me manda uma mensagem me elogiando no Instagram. Eu respondo, e à partir daquele momento, começamos um lindo (e bem inesperado) romance. Eu admito que já tive uma quedinha por ela – que vou chamar de Temari – desde 2019, quando a Billie me mostrou uma foto dela. Eu vivia implorando para ela me apresentar a Temari, mas ela sempre rebatia dizendo que seria “esquisito” me ver com a prima dela, mas ela pelo menos admitia que a prima dela tinha bastante interesse em mim. Então, ver como todo esse nosso romance foi se desenrolando com o passar do tempo, parecia uma cena vindo direto de um filme. Era como se estivéssemos destinados a ficar juntos desde o momento em que nos vimos por foto pela primeira vez! – disse eu para literalmente toda menina por quem eu já me apaixonei. Mas vamos fingir que dessa vez foi diferente, ok? Ela era especial sim e eu me recuso a acreditar em qualquer um que diz o contrário. O único problema é que o “especial” dela era do tipo tóxico.

No geral, tivemos um romance bem tranquilo. Ela sempre foi muito carinhosa e atenciosa comigo, vivíamos nos declarando um para o outro, e ela demonstrava tanto interesse em mim que eu genuinamente acreditava que ela era diferente das outras garotas – afinal, era a primeira vez que alguém demonstrava sentir alguma coisa por mim por tanto tempo. A grande maioria parava de demonstrar interesse depois de um tempo, e isso me enchia de insegurança e paranoia, mas a Temari sempre deixava bem claro o que sentia. Além disso, eu já sabia lidar melhor com minha cabeça paranoica, e tentava não deixar minha cabeça criar cenários absurdos onde a Temari acordava em um dia aleatório querendo terminar comigo igual a prima dela fez. Se tem algo que aprendi com minha psicóloga é que não devemos usar o comportamento de outra pessoa, em outro relacionamento, como parâmetro para o nosso relacionamento atual. Não adiantava pensar como se ela fosse agir como a Sunflower ou a Billie, porque ela não é ninguém do meu passado. Ela é a Temari, e essa era a única coisa que importava.

Mano Brown dizia que até em lixão nasce flor, e eu digo o contrário – até em um jardim floral tem quem jogue lixo. Nosso namoro estava longe de ser perfeito – a Temari era bem temperamental e muitas vezes agia mais com a emoção do que com a razão, descontando suas frustrações da vida em mim, ou usando qualquer desculpa possível para brigar comigo. E se tem uma coisa que eu odeio é violência, principalmente em momentos em que tudo pode ser resolvido na base da conversa. Por conta disso, eu preferia seguir a rota do pacífico, e deixar ela descontar suas frustrações em mim sem questionar. Olhando para trás eu consigo ver como isso é algo tóxico e como eu devia ter percebido os problemas que isso traria na primeira red flag, mas eu admito que ignorei de propósito por vários motivos. Eu sentia que realmente merecia ser tratada dessa forma, e sempre pensava que os momentos bons prevaleciam sobre os momentos ruins – e realmente, eles prevaleciam. Mas certos problemas simplesmente não podem ser jogados debaixo do tapete independente da razão, e precisariam ser resolvidos uma hora ou outra se o plano era ficarmos juntas para sempre.

E por muito tempo seguimos assim. Meses, para falar a verdade. Eram grandes períodos onde ela me tratava como se eu fosse tudo, com muito amor e carinho o tempo todo, e alguns pequenos momentos onde fazia eu me sentir um lixo supremo por ter errado uma mísera palavra. Apesar de ser um problema, eu conseguia lidar bem com isso. O acompanhamento com minha psicóloga me ajudava a tirar o peso da consciência e me permitiu ver muitos momentos desse relacionamento com outros olhos. De verdade, se não fosse minha psicóloga, eu provavelmente teria terminado muito antes, tudo por olhar o relacionamento de um ângulo que não favorecia o nosso lado bom.

Mas tudo isso começou a mudar para pior com a chegada do ENEM. A Temari tinha diversos objetivos de vida, e alguns deles incluíam fazer uma boa faculdade de odontologia, ter um carro e casa própria (ah, capitalismo…), trabalhar o mais rápido possível e ser uma pessoa completamente independente dos outros, diferente dos irmãos dela. Essa era uma característica que eu sempre admirei nela – pessoas determinadas, que sabem o que querem do futuro e se planejam com base nisso, me encantam muito. O problema disso tudo é que, entre esses objetivos, “ter um relacionamento” não era um deles. E eu entendo perfeitamente. No fim das contas, cada um com suas prioridades. Eu também priorizaria o meu próprio desenvolvimento pessoal acima de qualquer relacionamento. Quem nunca ouviu a frase “trabalhe em si mesmo porque o seu emprego não vai acordar de manhã dizendo que não te ama”?

E essa falta de prioridade começou a se manifestar nos nossos últimos meses. Ela já não era mais tão carinhosa. Não demonstrava mais tanto interesse, não fazia questão da minha presença. E eu percebia isso – com meu jeitinho paranoico, é difícil não perceber quando alguém muda com você, principalmente de uma forma tão drástica quanto ela fez. Mas eu ignorava, pensava que minhas paranoias eram só trauma dos meus relacionamentos passados, e que o fato dela estar diferente comigo não significava que o que ela sentia havia mudado. E eu vou ser sincera: até hoje, eu ainda não acredito que mudaram. Acredito que ela realmente só queria terminar comigo porque ela queria investir melhor nos objetivos de vida dela, e eu não posso julgar ninguém por fazer isso. Mas não dá para negar que isso tudo podia ter sido feito de tantas outras formas, e não me tratar mal com mais frequência esperando que eu termine com você antes que você termine comigo para diminuir sua dor no término. Mas foi exatamente isso que aconteceu, e no dia 25 de dezembro de 2021, faltando 6 dias para nosso aniversário de 1 ano (combinamos que nossa data de namoro seria no dia 31 porque foi o dia em que começamos a conversar), decidimos que o melhor a se fazer era cada um seguir o seu próprio caminho. Foi um término tranquilo apesar dos pesares. Eu poderia facilmente transformar esse término num velório, jogando na cara dela o quão abusiva ela foi comigo nos últimos meses, mas de verdade, não havia necessidade. E naquele momento tudo que eu conseguia pensar era “finalmente, acabou”. Nas últimas duas semanas antes do término, eu já pensava seriamente em terminar por não aguentar o quanto ela tinha mudado em comparação com a pessoa que eu conheci, e mesmo conversando com ela na expectativa de fazê-la perceber que tinha algo errado, nada mudou. Com o passar dos dias, minha esperança naquele relacionamento foi diminuindo, e quando nosso último dia como casal chegou, eu já não sentia mais nada. Não fiquei triste, não fiquei feliz. Apenas terminei de aceitar o que eu já tinha começado a aceitar há semanas: aquele relacionamento tinha chegado ao fim.

Mas foi muito bom enquanto durou.

Obviamente essa não foi a única aventura que eu tive esse ano. Entrei na minha primeira faculdade (sim, primeira, porque o plano é fazer mais). Comecei a estudar Análise e Desenvolvimento de Sistemas e já consegui o meu primeiro estágio com desenvolvimento web! Fiquei orgulhosa de mim por conseguir conciliar o estágio, faculdade e o meu maior relacionamento até hoje (apesar do estágio só ter começado em dezembro, mas vamos fingir que eu conciliei tudo muito bem, ok?). Podem parecer feitos bobos para muitos, mas para mim, foi uma evolução e tanto. E se tem uma coisa que eu aprendi bem esse ano é que cuidar de você mesma tem que ser sempre a sua maior prioridade. Faça coisas que agreguem para você como pessoa. Invista nos seus hobbies, trabalhe bastante (mas não demais para evitar o burnout), estude coisas que você sabe que vão te ajudar a se tornar uma pessoa melhor. Até porque, como todo mundo sabe, seu emprego não vai te destratar nos últimos meses antes de começar a faculdade porque quer que você termine o namoro para poder começar uma nova fase na vida sozinho.

Então, eu acho que é isso. A ferida ainda está muito aberta, o que significa que eu provavelmente não vou me relacionar com alguém tão cedo (até porque tenho outras prioridades na vida no momento), então me perdoem se eu sumir por mais um ano sem nenhuma grande novidade para contar. Essa é a vida após o Ensino Médio, infelizmente.

Se você teve a coragem de ler até aqui, meus parabéns, você merece um cookie. De verdade, porque eu sinto que hoje foi um dos dias que eu mais escrevi em um bom tempo. E assim como no ano passado, me esperem esporadicamente daqui em diante, viu? Não vou dizer que “tenho um sentimento bom para 2022”, porque de acordo com meu histórico aqui no blog isso só vai me trazer azar, então digamos que eu tenho um sentimento neutro para 2022. Obrigado por ler, e tenhamos todos um ótimo ano de 2022! 💛